Andei relembrando meus brinquedos de infância. Certamente muito diferentes dos brinquedos que meu filhote vai brincar, por conta do tempo e gênero. Mas está muito divertido lembrar das minhas brincadeiras. Para quem está na faixa dos 30, vale recordar, quem está muito abaixo, vejam como se brincava na era mezozóica e quem está muito acima, pode contribuir com lembranças de brinquedos do paleozóico.
Esse post será dividido em partes (nossa, como eu brincava!)
Vamos começar com VARIEDADES:
Kit-frit: Lembram dessa fofura culinária? Colocava-se água na panelinha e as comidinhas plásticas em cima. Então apertava-se o bujão de gás e as bolhas de ar simulavam uma fritura! Olha que coisa mais obesa! Já comecei a pensar que tive brinquedos que estimulavam a comilança infantil… Mas eu a-do-ra-va esse brinquedo. “Fritava” tudo nele. E esse era do tipo que não assustava a machaiada, os meninos também brincavam de fritura!
Lanchonete do Mc Donalds: Hello, mensagem subliminar! A gente punha coca cola de verdade (quando tinha festa em casa, porque coca cola só em festa!) na maquininha de bebida, servia e tomava no copinho. E também as Barbies e suas amigas iam lá bater um rango, era uma brincadeira super divertida da época que não existiam radicais livres, gordura trans, entupimento de artérias, estrias, celulites e demais mazelas. E tinha hamburguinho que encaixava no pão, batatinhas, lixeirinha, super-duper cool!
Mini Máquina de costura: É a coisa mais fofa. Tem agulhinhas, linhazinhas, pedal e costura de verdade. Leva umas trinta pilhas daquelas bitelonas. Lembram como vazavam as pilhas e ficava tudo melecado e manchado? Minha mãe punha um medo na gente com isso… óbvio, mega troço tóxico.A minha está guardada. E por conta deste brinquedo e por ter crescido no pé da máquina de verdade da minha avó, adoro costurar, até hoje!
Barbie Hair: Para as meninas pararem de colocar fivelinhas na cabeça dos pais lançaram esse cabeção de Barbie. A minha era essa aí  do cabelo mesmo, e tinha também a versão Face, com maquiagem.

Ding- Bo: “Ding-bo, ding,ding-bo. Anda prá lá e prá cá bate e volta, conversa sozinho e continua a procurar…” essa era a propaganda do robô que tinha um mapa na mão e procurava algo. Olha que poesia. Pobre robô, não sabia o que queria, mas procurava para sempre. Não era meu, era da minha irmã, mas está no quarto do filhote hoje. E funciona, faz o barulho mais chato do Brasil.

Moldes da Disney: A gente fazia a mistura de gesso e enchia os moldes. Esperava secar e nun-ca dava certo. Ficavam cheios de bolha, fazia uma sujeira louca. E o pior é que era muito divertido, era quase uma questão de honra chegar o mais próximo possível dos bichinhos da caixa. Esse brinquedo foi morar na casa da praia, onde tudo podia. Pintamos um monte de Mickeys deformados, Patetas com bolhas… Depois os moldes viraram brinquedo de areia, quando os pais se encheram de comprar gesso para alimentar nossas aspirações artísticas.

Pense Bem: O primeiro tipo de computador que eu vi na vida. Vinha com uns livros de atividades. A gente programava o computadorzinho para responder as perguntas dos livros, e ia pontuando. E então pararam de fazer livros novos e a gente sabia todas as respostas de cor. O som desse brinquedo mora na minha cabeça até hoje.

Ferrorama: Era um evento em casa o dia que meu pai resolvia montar o trenzinho. Ficávamos horas olhando ele dar voltas, e existiam regras seríssimas quanto à usabilidade do dito cujo. Resultado: está vivo intacto na caixa até hoje, esperando o Joaquim parar de colocar coisas na boca, (oque? uns 3 anos mais até eu ver esse trem em ação de novo?)
GulliverLandia: Uma cidadezinha com bonequinhos cabeçudos e um monte de cacarecos. Casinhas, cabine de telefone… ah, tão legal! Passávamos horas brincando com esses bonequitos. Quase sumiram na minha memória. Thank Google!

Dancing Coke: Uma lata de Coca cola dançante. Usava óculos e se mexia quando a gente batia palmas e tals. Esse brinquedo é meio bobo, não? Não sei porque eu gostava tanto. Agora, vale lembrar que as latas eram feitas de ferro, num desenho retão, parecido com essa fulana, e que os anéis destacavam da tampa, fazendo verdadeiras lâminas para cortar qualquer dedinho curioso… 

Dr. Saratudo: Tem os brinquedos obesos e tem também os hipocondríacos. como aquela boneca maluca do outro post, essa ambulancinha era pura neura com saúde. inha com várias injeções, máscara de oxigênio (!) para socorrer o doente. As fofoletes viviam sendo socorridas de suas quedas da janela. 
Quem ficou cheio de saudade, dê uma olhada aqui e aqui, de onde vieram as imagens. Um monte de brinquedos dos velhos tempos. Semana que vem – BONECAS!
Joaquim, vou pedir para o papai escrever um post dos brinquedos dele, ok?
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