Na semana passada quando fiz o post dos Brinquedos – Variedades fiquei SuperDuper feliz em ver que minhas coleguinhas cibernéticas também gostavam dos mesmos brinqueditos! E teve tanta lembrança boa que continuo nas madrugadas enquanto o Joaquim brinca com o Pablo e sua mãe insone à força, que fique bem claro, tenta achar uma forma de rir para não chorar, compilando listas das nossas memórias de infância. Hoje com vocês as Bonecas!
Din-din: Uma bonequinha dada pelo meu avô quando eu nasci. Ela toca uma musiquinha de ninar e mexe o pesoço, uma tecnologia avançadíssima para a época. Por conta de toda essa tecnologia a Din-din escapou dos banhos, viagens, rapel pela janela e quedas da escada. Ela está intacta e mora no meu maleiro.
Gabriela: É a clássica boneca bebezinho, e era da Estrela. Gabriela chegou no Natal de 84, junto com as outras 4 irmãs e um irmão, uma para cada neta da minha Vó Lena. Foi com essa boneca que eu comecei, lá com quatro anos, a querer ser mãe. Evidentemente essa era uma tarefa muito mais fácil nos anos 80. Era tranqüilo fazer papas de talco com desodorante, dar banho gelado na pia e trocar fraldas feitas de modess da minha mãe com cocô de merthiolate. A Gabriela não foi tão poupada quanto a Din, mas sobreviveu e está também no maleiro.
Lu-Patinadora: “Lá-lé-li-ló-lú-patinadora…” Era também o cúmulo da tecnologia, eu já era “grande” quando ganhei. Simplesmente… patinava. E eu também patinava horrores quando era criança. Esse tópico é da Lu e do meu patins da Babuch! Vocês lembram o quanto ela era cheirosinha? O patins, nem tanto.
Tippy: quando eu ganhei essa boneca foi tipo, #milagredenatal. Sabe aquela coisa que você queria muito, muito, muito mesmo quando criança? Essa era a Tippy para mim. Ela andava de bicicleta e cavalinho. Sumiu no tempo, não sei onde foi parar.
Chuquinhas: Bonequinhas de borracha no cavalinho de balanço, na incubadora, no gira-gira, no bercinho. Umas fofurinhas. Eram default no natal em casa, eu ganhava uma e minha irmã outra. Só me restou uma, sem apetrechos. Foram relançadas.
Moranguinhos: Uma fruta por boneca, fofas demais. Brinquei também com a confeitaria, o balanço, o carrinho de bebê… Tenho as bonequinhas até hoje. Existia também uma versão bebêzão da moranguinho e eu tive uma. Você apertava a barriga dela e ela soltava um bafinho de frutas (?). Lembro-me me eu já pequena era tão muquirana que não deixava ninguém cheirar o bafo da minha boneca para não gastar. Essa minha neurose zelo completamente imposta ensinada pelos meus pais é a explicação de eu ainda ter alguns de meus brinquedos intactos.
Barbie/ Suzi: Não era minha boneca favorita. Esse role-playing com elas não me interessava. Eu gostava mesmo era de reunir todo mundo que tivesse os apetrechos da Barbie e montar a casa delas. Ficava horas pondo a mesa, arrumando camas, montando o layout da sala e na hora de brincar eu desistia. Uma observação mais atenta teria me poupado de 10 anos de crises profissionais para descobrir que decoração é meu forte. E também sou ótima casamenteira. A minha Suzi estava encalhada e saiu de linha (!), minha prima tinha um Bob (o primeiro marido da Barbie, antes do Ken), e mesmo com a enorme diferença de altura e diâmetros biparietais dos dois eles se apaixonaram e tiveram um monte de fofoletes de filhas.
Fofoletes: Outro relançamento, mas as nossas eram mais durinhas, parece que tinham areia dentro. E tinham olhos que saíam da cara, e a gente vivia arrancando os olhos das bonecas com os dentes. Alguns se perdiam e ficavam lá jogadas aquelas monstrengas amigas do Chucky. Meu pai fez para a gente uma casinha de madeira e tecido a-coisa-mais-legal-do-mundo-para-uma-menina. Tinha sofá, caminha e as fofoletes moravam lá. É uma pena, a casinha se foi, mas eu ainda tenho duas bonequinhas.
Manequinho: Meu primeiro filho homem! Fazia xixi no piniquinho. Eu criança fazia uma confusão enorme com esse boneco e o parque Manequinho Lopes, sabe no Ibirapurera? Minha mãe adorava passear por lá para ver as plantas, e quando ela dizia “vamos no parque Manequinho?” eu achava que ia ter esse boneco lá. Criança é meio dã, né? O meu era exatamente esse, de cabelos castanhos, minha irmã tinha o loirinho. Os bonecos da estrela vinham mesmo com esse colar de bicheiro, lembram?
Guigui: Você mexia seus bracinhos e ela dava risadinhas balançando a cabeça. Um grande trauma na minha vida, não me recuperei até hoje. Ela foi decapitada na minha frente, levada ao hospital de bonecas não resistiu. Mas olhando hoje, essa boneca não tem uma pinta de filme de terror? Obrigada minha irmã por ter decepado essa ameaça antes que ela me atacasse na madrugada.
About these ads